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quarta-feira, novembro 4, 2026
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PSD deve manter apenas uma secretaria de cota partidária no governo Tarcísio


O PSD, partido de Gilberto Kassab, deve manter apenas dois dos cinco espaços que ocupava no alto escalão do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) no primeiro mandato. A expectativa, segundo interlocutores do Palácio dos Bandeirantes, é que Marcelo Branco continue à frente da Secretaria de Habitação e Guilherme Afif Domingos permaneça na Secretaria de Projetos Estratégicos.

Há, no entanto, uma ressalva em relação à conta. Interlocutores consideram que o partido terá apenas um cargo, já que Afif não ocupa a secretaria dentro de uma cota partidária, mas por escolha pessoal do governador. A coluna apurou que Tarcísio é o secretário ainda não conversaram sobre o assunto.

Na primeira gestão, além de Afif e Branco, o PSD contava com mais três pessoas dentro da gestão: o vice-governador Felício Ramuth, que hoje está no MDB; com o próprio Kassab na Secretaria de Relações Institucionais, atualmente comandada pelo Republicanos; e com a Secretaria da Saúde, sob responsabilidade de Eleuses Paiva, também do PSD.

A pasta da Saúde pode passar ao MDB. Entre os nomes considerados para assumir o posto está Maurício Serpa, atual secretário adjunto da Saúde na cidade de São Paulo. Pessoas próximas ao governo apontam essa possibilidade, embora fontes do MDB afirmem que o partido não tem pleiteado cargos e que a eventual escolha seria uma decisão pessoal de Tarcísio. O fato, no entanto, é que a saída de Eleuses já está acertada com o próprio.

O cenário reforça o distanciamento entre o governador e Kassab, que não começou agora. Os dois se desentenderam e até chegaram a ensaiar uma reaproximação pública antes do período eleitoral, o que acabou não se concretizando. Além disso, quando Kassab deixou o Palácio dos Bandeirantes, o PSD também levou consigo quadros que ocupavam espaços na administração estadual.

Aliados afirmam, no entanto, que a redução de espaço ao PSD não necessariamente está ligada ao estranhamento com Kassab. “Temos que lembrar que temos mais partidos nos apoiando desde o primeiro turno do que em 2022. Foram mais de dez”, destacou um interlocutor. Segundo ele, todas as pastas terão indicação técnica, mas qualquer partido aliado que tenha essas indicações técnicas e que coincidam com as necessidades do cargo poderão ser contemplados.



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