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quarta-feira, novembro 4, 2026
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Perfumes, amuletos e 38 moedas: descoberta em Pompeia revela o que ficou para trás durante erupção do Vesúvio


Um armário soterrado pela erupção do Monte Vesúvio, em 79 d.C., revelou objetos pessoais que permaneceram enterrados por quase 2 mil anos em Pompeia, no sul da Itália. Entre os achados estão 38 moedas de bronze, utensílios de beleza e um conjunto de amuletos associados à proteção das crianças na Roma Antiga.

A descoberta foi divulgada em 29 de outubro pelo Parque Arqueológico de Pompeia. Os vestígios foram encontrados na chamada Casa de Cornélio Máximo, localizada na Via dell’Abbondanza, uma das principais ruas da antiga cidade.

Os pertences oferecem pistas sobre os hábitos domésticos, as crenças e as possíveis atividades econômicas dos antigos moradores. A identidade dessas pessoas, no entanto, permanece desconhecida.

O que os arqueólogos encontraram no armário?

Entre os objetos recuperados estão pinças, uma paleta utilizada para misturar pigmentos, um pequeno frasco de vidro para óleos ou perfumes e uma lamparina de bronze. Também foram encontrados recipientes de cerâmica, vidro e metal, além de utensílios utilizados no cotidiano da residência.

Outro achado foi um conjunto de 38 meodas de bronze, armazenadas em um pequeno recipiente. Os pesquisadores também identificaram pesos de chumbo dentro de uma caixa de madeira deteriorada, que podem ter sido utilizados em atividades comerciais. Porém, ainda não é possível determinar a ocupação dos habitantes da casa.

Um dos elementos que mais chamaram a atenção foi um conjunto de 24 pequenos amuletos, confeccionados com materiais como osso, pasta vítrea e cristal de rocha. As peças apresentam figuras de divindades, mãos, pés, pinhas e cachos de uva.

Conhecidos como crepundia, esses adornos eram utilizados na Roma Antiga como objetos de proteção infantil. Alguns produziam sons semelhantes aos de chocalhos, permitindo que os adultos percebessem os movimentos das crianças, e também podiam ser guardados na vida adulta como lembranças da infância.

Casa e moradores da época

A chamada Casa de Cornélio Máximo já havia sido parcialmente investigada em 1912, mas as escavações recentes permitiram explorar outros ambientes da residência. Localizado em uma das principais ruas de Pompeia, o imóvel apresentava pinturas murais elaboradas e passava por reformas quando ocorreu a erupção do Vesúvio. Apesar do nome, a identidade de seu antigo proprietário não foi confirmada, já que a associação se baseia em inscrições que atualmente não estão mais visíveis.

Em 79 d.C., a erupção do Vesúvio cobriu Pompeia com cinzas e outros materiais vulcânicos, soterrando construções e objetos que permaneceram preservados por séculos. Esse processo permitiu que arqueólogos recuperassem vestígios da vida cotidiana na cidade romana.

Segundo o Parque Arqueológico de Pompeia, a importância da descoberta está na possibilidade de analisar diferentes objetos encontrados em um mesmo ambiente. Embora não seja possível identificar seus antigos proprietários, o conjunto oferece pistas sobre hábitos pessoais, possíveis atividades comerciais e lembranças familiares, contribuindo para compreender como viviam os habitantes da cidade antes da erupção.



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