Candidato pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Marconi Perillo, 63 anos, busca a quinta vitória na disputa ao governo de Goiás. O ex-chefe do Executivo goiano comandou o Palácio das Esmeraldas em quatro mandatos.
Filho de Marconi Ferreira Perillo e Maria Pires Perillo, Marconi Ferreira Perillo Júnior nasceu em 7 de março de 1963, em Palmeiras de Goiás, a cerca de 93 km da capital do estado, Goiânia.
Ele é o filho mais velho do casal e tem três irmãos: Antônio, Vânia e Tatiana. Também é neto do ex-deputado estadual Luiz Perillo.
Em 1989, Perillo casou-se com Valéria Jaime Peixoto Perillo. O casal teve duas filhas: Isabella e Ana Luiza.
Trajetória política
Perillo começou a carreira política no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) na década de 1980. Durante a passagem pela legenda, presidiu a ala jovem de Goiás e a Juventude Nacional.
Pela sigla, foi eleito deputado estadual em 1990. No pleito seguinte, de 1994, conquistou cadeira na Câmara dos Deputados por Goiás.
Em 1995, Perillo ingressou no PSDB. Em seu site de campanha, afirmou que encontrou na legenda “espaço político para consolidar as suas convicções”.
Perillo lançou-se candidato ao governo de Goiás em 1998. Eleito com 35 anos, tornou-se o mais jovem chefe de Executivo estadual do Brasil. Ele foi reeleito no pleito seguinte, de 2002.
Em 2006, foi eleito para o Senado por Goiás.
Quatro anos depois, nas eleições de 2010, venceu a disputa ao governo de Goiás. Em 2014, foi reeleito.
Perillo lançou-se novamente à disputa ao Senado por Goiás em 2018. Não foi eleito.
Em 2022, concorreu a assento na Casa Alta do Congresso Nacional. Sem sucesso mais uma vez.
Investigações
Em 2007, Perillo, sua esposa e a antiga Faculdade Alves Faria (Alfa) foram alvos de ação civil pública por tratamento desigual a agente público. À época, eles ingressaram no curso de direito na instituição de ensino.
Segundo a procuradoria da República, a Alfa montou uma turma especial composta só por Perillo e Valéria. Eles tinham horários de aula especiais e não conviviam com os demais estudantes do curso. A instituição de ensino justificou ao Ministério Público que, se estivessem em sala de aula com outros alunos, “seriam assediados pelo carisma e admiração que lhes são peculiares, o que naturalmente poderia refletir no bom andamento das aulas”.
Perillo graduou-se em 2010. Valéria, dois anos depois. Em 2014, o processo foi arquivado.
Também em 2010, Perillo foi alvo de investigação sob a suspeita de ter recebido R$ 2 milhões em propina de frigoríficos durante seu primeiro mandato no governo de Goiás. Dois anos depois, em 2012, ele entrou na mira de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apurou envolvimento de agentes públicos com Carlinhos Cachoeira.
Perillo foi preso preventivamente em 2018. Ele foi acusado de receber R$ 12 milhões em propina da Odebrecht.
Já em fevereiro de 2025, Perillo teve mais de R$ 28 milhões sequestrados pela Polícia Federal (PF) por suspeita de desvio de recursos de saúde em Goiás, no período de 2012 a 2018. Um mês depois, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, suspendeu o inquérito contra o ex-governador. Posteriormente, a Segunda Turma da Corte confirmou a decisão do decano por unanimidade.



