“Jolene, Jolene, Jolene, Jolene”. Os quatro versos iniciais de um dos maiores clássicos da música country são imediatamente reconhecíveis. Lançada por Dolly Parton em 1973, a canção narra o desespero de uma mulher diante da possibilidade de perder o marido para outra — e, embora a história pareça saída da ficção, a inspiração veio de uma situação real vivida pela cantora.
Jolene não era, de fato, o nome da mulher que despertou o ciúme de Dolly. A composição nasceu da combinação de dois episódios diferentes. Primeiro, o flerte de uma funcionária de banco com o marido da artista, Carl Dean, e, segundo, um encontro especial da artista com uma menina que tinha o nome que acabou batizando a música.
Um flerte que virou música
Dolly e Carl Dean se casaram em 1966, quando ela tinha 20 anos e ele, 23. O relacionamento permaneceu longe dos holofotes durante as quase seis décadas, mas uma situação dos primeiros anos de matrimônio ganhou holofotes mundiais.
Segundo Dolly, uma funcionária de um banco que Carl frequentava desenvolveu uma forte atração por ele. O marido também gostava da atenção que recebia e, de acordo com a cantora, passou a frequentar o banco com bastante frequência.
A situação, porém, não chegou a representar uma ameaça concreta ao casamento. Dolly contou que o episódio acabou se transformando em uma espécie de piada entre os dois. Em entrevista à NPR, em 2008, ela explicou que brincava com o marido sobre o tempo que ele passava no banco. Afinal, segundo ela, não havia dinheiro suficiente na conta para justificar tantas visitas.
Na música, a personagem descreve a rival como uma mulher de beleza extraordinária, com cabelos ruivos, pele clara e olhos verdes. O contraste também alimentava a insegurança da narradora, que se sentia ameaçada pela aparência da outra mulher.
A letra traz Dolly implorando para que outra mulher não leve o marido.
E quem era a Jolene da vida real?
Durante um show, Dolly conheceu uma menina de aproximadamente oito anos que foi até ela para pedir um autógrafo. A garota tinha cabelos ruivos, pele clara e olhos verdes, características que também aparecem na descrição da personagem da música.
“Eu disse: ‘Nossa, você é a coisinha mais linda que eu já vi. Qual é o seu nome?’ E ela disse: ‘Jolene’. E eu repeti: ‘Jolene. Jolene. Jolene. Jolene.’ Eu pensei: ‘Que lindo. Parece nome de música. Vou escrever uma música sobre isso.'”, contou ela ao NPR.
A canção foi regravada por diversos artistas, como Miley Cyrus, Beyoncé, Olivia Newton-John e The White Stripes.
Morte de Dolly Parton
A cantora Dolly Parton, 80, morreu nesta terça-feira (25) após uma “breve batalha contra o câncer”. A informação foi revelada pela equipe da artista para a revista americana People, que informou que o tipo de câncer não foi divulgado.
“Após enfrentar bravamente uma breve batalha contra o câncer, Dolly deixou sua vida terrena hoje no Centro de Câncer Vanderbilt-Ingram, cercada por seus entes queridos”, citou o comunicado.
A cantora foi internada no Centro de Câncer Vanderbilt-Ingram em Nashville na sexta-feira, 21 de agosto, onde faleceu quatro dias depois. Como a revista noticiou anteriormente, Parton enfrentava problemas renais e autoimunes antes de sua morte.



