Segundo apurou a ESPN, a presidente do Palmeiras e dona da operadora de crédito Crefisa, Leila Pereira, foi consultada para saber se teria interesse em participar como investidora na operação envolvendo a negociação da dívida da Neo Química Arena, estádio do Corinthians, na Bolsa de Valores.
Como mostrou a reportagem nesta quinta-feira (16), o mandatário do Timão, Duílio Monteiro Alves, trabalha para tentar reduzir uma das principais dívidas do clube. Para isso, ele planeja negociar até 49% das cotas do empreendimento.
A operação também envolve a Caixa Econômica Federal, e Leila acabou recebendo uma consulta há alguns dias por intermediários para saber se gostaria de entrar no negócio, já que, no momento, estão sendo prospectados possíveis investidores.
A empresária se tornou uma player e atraiu a atenção do mercado principalmente depois de assumir a administração da Arena Barueri, um dos principais estádios da Grande São Paulo, através da Crefipar, um dos braços do grupo Crefisa.
Além disso, a operadora de crédito também tem interesse em assumir os naming rights de São Januário, estádio do Vasco, após a eleição do ex-jogador Pedrinho como presidente do time carioca.
De acordo com apuração da ESPN, Leila recebeu a procura com espanto e não respondeu à consulta.
Em entrevista ao GE, o diretor financeiro do Corinthians, Wesley Melo, até brincou com a situação, mas sem citar que a mandatária palestrina de fato estava por dentro das conversas envolvendo a Neo Química Arena.
“Eu acho que (na compra de cotas) vai ter ali são-paulino, santista, palmeirense eu não sei… Aquele mais de finanças vai que ele entende que é um produto financeiro bom e faz um investimento”, afirmou.
“A Leila (Pereira) é mais do que bem-vinda. Adoraria que ela comprasse, adoraria, não iria me importar, não”, completou.
A iniciativa, se concretizada, tem como objetivo reduzir consideravelmente os juros que são pagos pelo Timão à Caixa, financiadora da construção da Neo Química Arena, que se somam aos mais de R$ 600 milhões que serão pagos a partir de 2025 após a renegociação entre Corinthians e banco pela obra.



