De campanhas invictas à ausência na Rússia, a Seleção da Holanda chega à América do Norte tentando, mais uma vez, espantar o fantasma do “quase” e conquistar a sua primeira Copa do Mundo.
Os holandeses foram vice-campeões em três ocasiões (1974, 1978 e 2010). A “Laranja Mecânica” viveu de tudo um pouco na última década. De atuações memoráveis e eliminações dramáticas nos pênaltis a um vexame histórico nas Eliminatórias.
Copa do Mundo de 2014 (Brasil)
A Holanda chegou ao Brasil com certa desconfiança após o vice em 2010, mas, sob o comando do estrategista Louis van Gaal, protagonizou uma das suas melhores campanhas em mundiais. Logo na estreia, aplicou uma goleada de 5 a 1 sobre a Espanha (então campeã), imortalizada pelo famoso gol de “peixinho” de Van Persie.
O sonho do título inédito, no entanto, parou nas semi-finais. Após um empate sem gols contra a Argentina de Lionel Messi, os holandeses foram superados na disputa de pênaltis (4 a 2). Despediram-se do Brasil com uma vitória categórica por 3 a 0 sobre os donos da casa na disputa de terceiro lugar.
Campanha: 5 vitórias, 2 empates e 0 derrotas (derrotas nos pênaltis são contabilizadas estatisticamente como empates).
Copa do Mundo de 2018 (Rússia)
Após o 3º lugar em 2014, a Seleção da Holanda entrou em uma profunda crise de transição de gerações. Com o envelhecimento de seus principais craques (Robben, Van Persie e Sneijder) e a falta de jovens talentos prontos para assumir o protagonismo, a equipe acumulou tropeços nas Eliminatórias Europeias.
A Holanda terminou apenas em terceiro lugar no seu grupo qualificatório (atrás de França e Suécia), falhando em garantir a vaga para o Mundial da Rússia.
Copa do Mundo de 2022 (Catar)
De volta ao maior palco do futebol e novamente liderada pelo experiente Louis van Gaal, a Holanda fez uma campanha sólida, baseada mais na consistência defensiva do que no tradicional “futebol total”. A equipe avançou sem sustos na fase de grupos e eliminou os Estados Unidos nas oitavas de final com autoridade.
Nas quartas de final, o destino os colocou frente a frente com o mesmo algoz de 2014: a Argentina. Em um jogo tenso, a Holanda perdia por 2 a 0, mas buscou o empate no último lance do tempo regulamentar com uma jogada ensaiada finalizada por Wout Weghorst. A história de 2014 se repetiu: derrota na disputa de pênaltis (4 a 3) após 2 a 2 no tempo normal e prorrogação, e adeus ao Mundial de forma invicta no tempo regulamentar.
Campanha: 3 vitórias, 2 empates e 0 derrotas.
O que esperar da Laranja?
Nesta edição, a Seleção da Holanda desembarca na América do Norte sob o comando de Ronald Koeman em um momento de maturidade de sua nova geração. Se nas Copas passadas a força estava no ataque (2014) ou na organização de uma excelente defesa (2022), a versão de 2026 tenta buscar o equilíbrio.
A equipe chega credenciada por um ciclo consistente, tendo feito boas campanhas nas competições europeias recentes. O desafio de Koeman é claro: transformar o talento do elenco em frieza nos momentos decisivos. A Holanda não perde um jogo de Copa do Mundo no tempo regulamentar há 20 anos (a última derrota foi em 2006, contra Portugal).
*texto produzido com auxílio de IA



