A decisão do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) em impor sobretaxa de 10 a 12,5% a produtos de 60 parceiros comerciais afeta 99,4% das importações do país norte-americano.
Segundo o USTR, a medida serve para aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado, no Brasil, a tarifa será de 12,5%. “Os parceiros comerciais que se comprometeram a adotar e a aplicar efetivamente proibições à importação de trabalho forçado terão uma tarifa de 10%, e os parceiros comerciais que não adotarem tal proibição terão uma tarifa de 12,5%”, explicou o comunicado.
“O presidente Trump está combatendo a escravidão moderna em sua origem, exigindo que nossos parceiros comerciais promulguem e façam cumprir proibições de importação para garantir que produtos fabricados por trabalhadores em condições tão horríveis não sejam mais comercializados no comércio global”, escreveu o USTR.
A decisão, porém, mantém isenção ao café, à carne bovina, ao etanol, a aeronaves e peças da Embraer, a medicamentos e outros.
O USTR conduziu investigação contra as 60 economias por supostas falhas no combate ao trabalho escravo. “A ação de hoje começará a corrigir o que é tanto uma violação dos direitos humanos quanto uma prática comercial distorcida, visando melhorar o bem-estar dos trabalhadores em todo o mundo”, declarou o chefe do escritório, Jamieson Greer.
Em relatório sobre a investigação, o USTR afirmou que 54 nações investigadas não impuseram ou aplicaram medida para proibir a importação de mercadorias produzidas por meio de trabalho forçado.
O documento também disse que Canadá, Equador, Indonésia, México, Paquistão e União Europeia conseguiram impor, mas não aplicaram “de forma eficaz” ações para impedir a venda de produtos oriundos do trabalho escravo ao exterior.



