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quarta-feira, julho 1, 2026

Produção industrial da zona do euro encerra 1º trimestre em alta


A produção industrial da zona do euro encerrou no mês passado seu melhor trimestre desde o início de 2022 com ​redução das pressões de custos conforme EUA e Irã negociavam um ​cessar-fogo, dando alívio às fábricas mesmo com a demanda fraca por exportações pesando sobre o crescimento da atividade, segundo pesquisa da S&P Global divulgada nesta quarta-feira (1º).

O conflito no Oriente Médio continuou a lançar uma sombra sobre as cadeias de oferta, embora tenham surgido sinais de alívio com o subíndice de prazos de entrega dos fornecedores do setor industrial subindo para a máxima em três meses.

Para contornar as interrupções nos fornecimentos, os fabricantes recorreram a materiais adquiridos antecipadamente, o que ⁠provocou uma contração acentuada nos estoques de pré-produção.

O ​PMI (Índice de Gerentes de Compras) de indústria da S&P Global para a zona do euro caiu para ​51,4 em junho, a menor marca em quatro meses, ante 51,6 em maio, mas permaneceu acima do limiar de ⁠50,0 que separa crescimento de contração pelo quinto mês consecutivo.

⁠O resultado ficou ligeiramente acima da preliminar de 51,3.

A S&P Global observou que a maioria ​das ‌respostas à pesquisa foi coletada antes da assinatura de memorando de entendimento para um cessar-fogo entre os Estados Unidos e ⁠o Irã, em 17 de junho, o que significa que o impacto total sobre as cadeias de oferta e os custos de energia ainda não foi capturado nos dados.

“Um novo aumento na produção industrial em junho reforça os sinais de resiliência na economia ‌da ⁠zona do euro”, afirmou ‌Chris Williamson, economista-chefe de negócios da S&P Global Market Intelligence.

“A expansão de junho, de fato, encerra o trimestre mais forte para a produção industrial da zona do euro desde os primeiros meses de 2022 e compensará o recente declínio registrado na economia ⁠de serviços.”

“No entanto, não está claro se as notícias mais ⁠positivas vindas do Oriente Médio levarão a uma melhora adicional no desempenho da economia industrial no curto prazo.”

“Esse crescimento sustentado foi acompanhado por uma bem-vinda ‌redução das pressões sobre os custos, refletindo em grande parte a queda acentuada nos preços do petróleo observada durante o mês, juntamente com uma diminuição das preocupações com a oferta.”

Uma pesquisa da Reuters publicada no início de junho previa expansão de 0,1% da economia neste trimestre.

As novas encomendas voltaram a apresentar crescimento modesto no mês passado, após uma estagnação ‌em maio, embora o aumento tenha sido apenas marginal. Os pedidos de exportação continuaram a representar um leve peso.

O subíndice de produção subiu de 51,3 para 51,7 em junho, atingindo a maior marca em dois meses. Espanha e França ⁠foram os únicos países da pesquisa a registrar quedas.

O número de funcionários nas fábricas continuou a diminuir, embora o ritmo das perdas de empregos tenha se moderado.

Em relação aos preços, a inflação dos custos dos insumos — embora ainda elevada — caiu para ​seu ritmo mais fraco desde março, interrompendo uma sequência de pressão crescente que se estendia desde setembro.

A inflação dos preços ​de venda também diminuiu e atingiu a menor leitura em três meses, oferecendo algum alívio aos compradores.

O Banco Central Europeu elevou as taxas de juros em junho, à medida que um aumento nos custos de energia relacionado à guerra empurrou a inflação para mais de 3%, bem acima de sua meta ‌de 2%.



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