O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro celebrou a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Em publicação nas redes sociais, Eduardo afirmou que a medida representa um endurecimento histórico no combate ao crime organizado transnacional e pode ampliar a atuação das autoridades americanas contra as facções criminosas fora do Brasil.
Segundo ele, a nova classificação dificulta significativamente as movimentações financeiras das organizações criminosas e fortalece mecanismos internacionais de repressão. “Assim, vai ficar muito mais difícil deles fazerem as suas movimentações financeiras. Eles vão poder ser combatidos igual Bin Laden era”, declarou o ex-parlamentar em vídeo divulgado nas redes sociais.
Na avaliação de Eduardo Bolsonaro, a medida permitirá uma atuação mais intensa das agências americanas no combate ao narcotráfico e às estruturas criminosas ligadas às facções brasileiras em outros países da América do Sul. Ele citou na gravação regiões estratégicas do tráfico internacional de drogas, como Paraguai, Colômbia, Bolívia e Peru, apontados como grandes produtores de cocaína.
O ex-deputado afirmou ainda que, além do fortalecimento das ações da Drug Enforcement Administration (DEA), agência antidrogas dos Estados Unidos, a decisão abre caminho para maior envolvimento das Forças Armadas americanas em operações de combate ao crime organizado internacional.
“Eles vão sofrer o combate não só do DEA mais intenso, mas também das Forças Armadas americanas”, disse.
Eduardo Bolsonaro também classificou o anúncio como uma vitória para vítimas da violência causada pelo crime organizado. “Esse é um grande dia para todos aqueles que sofrem na mão desses bandidos”, afirmou.
Durante a manifestação, o ex-parlamentar agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a outras autoridades americanas pela medida adotada contra as facções brasileiras.
Atualmente vivendo nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro afirmou anteriormente que deixou o Brasil para atuar em uma campanha internacional em defesa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, buscando apoio político e institucional no exterior.
A decisão americana amplia a pressão internacional sobre organizações criminosas brasileiras que atuam além das fronteiras nacionais, especialmente em rotas ligadas ao tráfico internacional de drogas, armas e lavagem de dinheiro.
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