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domingo, novembro 8, 2026
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COP31: O que será debatido na conferência climática da ONU?


A COP31 terá início nesta segunda-feira (9), reunindo dezenas de autoridades mundiais para debater ações para combater a crise climática.

O evento acontecerá na Turquia e terá como chefe de negociações a Austrália, após acordo entre as duas nações.

Murat Kurum, presidente da COP31, advertiu que controlar o aumento da temperatura global é uma questão de sobrevivência e que não há mais tempo a perder.

A Turquia, que utiliza muito carvão e petróleo, viu suas emissões de dióxido de carbono aumentarem drasticamente nas últimas décadas. Assim, o país se comprometeu a zerar suas emissões líquidas até 2053 e a expandir o uso de energias renováveis.

O que será debatido na COP31?

A COP analisa, por exemplo, os dados sobre emissões de gases do efeito estufa de cada país. Com isso, avalia:

  • o efeito das medidas adotadas pelos países;
  • o progresso em direção ao objetivo final da Convenção;
  • a necessidade de reforçar a ambição climática e a sua implementação.

Neste ano, a transição para a energia limpa será um dos principais focos da COP31.

Espera-se que governos e empresas discutam como ampliar o acesso a uma energia acessível, confiável e segura, ao mesmo tempo em que aceleram o abandono dos combustíveis fósseis e expandem a geração de energia renovável.

Um relatório sobre o tema foi produzido pela Irena (Agência Internacional para as Energias Renováveis​), pela Presidência da COP31 e pela Global Renewables Alliance.

O documento, divulgado em setembro, ressalta que a implementação global de energia renovável precisa mais do que dobrar para cumprir a meta climática estabelecida para 2030 — mesmo tendo atingido um nível recorde no ano passado.

Na última quinta-feira (5), o presidente da COP31, Murat Kurum, afirmou que limitar o aquecimento global é uma questão de sobrevivência, e muitos países estão se esquivando de sua responsabilidade de reduzir as emissões.

“Não temos um minuto sequer, nem um dia sequer, a perder”, alertou.

Nas discussões pré-COP, nações insulares do Pacífico aproveitaram para incluir suas prioridades na agenda da cúpula climática.

Entre elas estão:

  • melhor acesso a financiamento para projetos de resiliência
  • proteção dos oceanos e a manutenção do aquecimento global abaixo de 1,5 °C em relação aos níveis pré-industriais — uma meta que, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, é inalcançável a curto prazo, mas que poderia ser atingida ao longo do tempo com a redução das emissões

Esses países sofrem com inundações cada vez mais frequentes, a intrusão de água salgada e condições climáticas instáveis.

Tuvalu, por exemplo, é formado por estreitas faixas de terra que ficam, em média, a cerca de 2 metros acima do nível do mar.

Representantes de cerca de 30 países assinaram, na terça-feira (3), uma declaração que endossa esses objetivos e defende “reduções profundas, rápidas e sustentadas das emissões”.

 



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