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terça-feira, outubro 6, 2026
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Brasileiro é preso nos EUA por se passar como agente do ICE em local de votação em Miami


Um homem brasileiro foi preso em Miami, na Flórida, nos Estados Unidos, neste domingo (04) por se passar por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) e andar “agressivamente” em volta do campus da universidade Kendall, local que estava sendo utilizado para a votação da eleição presidencial brasileira. O Estadão não conseguiu localizar a defesa do homem.

De acordo com o boletim de ocorrência da prisão, citado pelo jornal Miami Herald, Danilo Silva, de 46 anos, usava um boné e uma jaqueta do ICE, óculos escuros e uma máscara cobrindo o rosto, além de botas com “aparência tática”, enquanto caminhava entre os prédios onde ocorria a votação.

Agentes de polícia uniformizados e à paisana foram ao campus quando os primeiros relatos sobre a presença dele começaram a chegar. Em determinado momento, outro homem confrontou Danilo e os dois começaram a discutir; foi então que os agentes intervieram.

Silva disse aos policiais que havia votado anteriormente, vestindo uma camisa da seleção brasileira. Ele teria mostrado uma atitude “desafiadora” e dito que não cometia crime ao se vestir como agente do ICE sem ser um.

Após votar, o homem contou ter ido ao carro e vestido o uniforme, comprado pela internet. Ele afirmou ter feito isso “para ver a reação das pessoas”, segundo o relatório policial.

Ao ser colocado no banco de trás da viatura, Danilo ameaçou um detetive disse que “ele se arrependeria de ter tomado essa decisão”. Na sequência, parou de ameaçar o detetive e tentou suborná-lo.

“Vou garantir que você receba o pagamento se me deixar ir. Posso te mostrar bem aqui no meu celular. Por favor, pegue o celular e eu vou te mostrar. Vamos te pagar, mas você tem que me deixar ir primeiro”, disse o brasileiro.

Os policiais levaram Silva ao Centro Correcional Turner Guilford Knight sob as acusações de intimidação de eleitor, conspiração para cometer suborno, uso ilegal de insígnias da polícia e conduta desordeira.

Até esta segunda-feira (05), um juiz ainda não havia definido sua fiança pela acusação de intimidação de eleitor. A fiança pelas outras acusações era de US$ 2.650, de acordo com os registros da prisão.



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