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quinta-feira, outubro 1, 2026
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Campanha de Flávio mantém pressão por desistência de Zema, mas aliados não veem recuo


A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) continua trabalhando nos bastidores pela desistência de Romeu Zema (Novo) da disputa pela Presidência da República. Ao longo desta quinta-feira (1º), integrantes do grupo ainda mantinham a expectativa de que o presidenciável anunciasse apoio ao filho “01” do ex-presidente Jair Bolsonaro durante o debate da TV Globo, que acabou cancelado.

Segundo fontes ouvidas pela Jovem Pan, integrantes da equipe de Flávio procuraram Zema na véspera para reforçar a possibilidade de um apoio antes do primeiro turno. A avaliação era que o debate poderia ser o momento para tornar pública a decisão. Como mostrou a coluna, Flávio chegou a ligar para Zema há alguns dias para tratar do tema.

A interlocução, no entanto, não avançou como esperado – pelo menos até agora. Fontes ligadas à campanha do Novo afirmaram que Zema não foi procurado nesta quinta, mas que tem conhecimento e tem falado nos bastidores sobre a pressão que tem sofrido para que deixe a corrida presidencial. Auxiliares do ex-governador de Minas Gerais avaliam que ele não deve abrir mão da candidatura e que o apoio deve ficar para um eventual segundo turno.

Nos bastidores, a desistência de Flávio de participar do debate também provocou uma mudança na estratégia sobre Zema. Antes do cancelamento oficial do evento, interlocutores relataram que integrantes da campanha do senador passaram a tentar convencer Romeu Zema a não comparecer – e deixar um eventual anúncio de apoio para outro momento nos próximos dias.

A intenção era que com mais nomes da direita fora do encontro, a possibilidade de cancelamento do debate aumentaria. Zema, no entanto, estava na TV Globo naquele momento. A estratégia, porém, perdeu sentido com a decisão de suspender o evento.

A campanha de Flávio mantém, ainda assim, a avaliação de que uma eventual saída de Zema poderia favorecer o senador na reta final. O primeiro turno está marcado para domingo (4), e os aliados pretendem continuar as conversas até os últimos momentos antes da votação.



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