Maior beneficiada com os últimos acontecimentos eleitorais, a governadora Celina Leão (PP) não compareceu ao debate da Globo, o último do primeiro turno. Assim, os quatro candidatos presentes fizeram uma espécie de rodízio para elencar críticas e acusações contra o atual governo. Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB), Kiko Caputo (Novo) fizeram menções à ausência de José Roberto Arruda (PSD), que foi barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na Lei da Ficha Limpa.
O início do debate foi marcado por cobranças a Celina. “Ela não está aqui porque não respeita você”, disse o petista, direcionando-se à câmera. Grass perguntaria alà governadora logo na primeira oportunidade, quando o tema foi justamente a situação do Banco de Brasília (BRB), que vive momentos de insegurança financeira e jurídica. Também houve cobranças à divulgação do balanço financeiro da instituição, ainda não publicizado pela atual gestão do Palácio do Buriti.
Kiko Caputo foi o primeiro a citar o ex-governador – e a disputar publicamente os eleitores que ficaram sem candidato na última semana da corrida pela primeiro turno. “Como advogado, devo dizer que a decisão do TSE em barrar o Arruda está equivocada, Perde o debate eleitoral, mas perde também a democracia”, pontuou.
“Eu queria ganhar de você, Arruda”, brincou Paula Belmonte. “Com esse ‘tapetão’ tiraram o poder de escolha do eleitor”, completou, citando ainda o governo de Maria de Lourdes Abadia (PSD), candidata à Câmara que migrou de Arruda para a tucana após a decisão do TSE.
Ela também foi a primeira a subir o tom contra Grass, tecendo críticas à legenda do candidato: “Brasília não aguenta mais quatro anos de governo do PT”. Grass respondeu posteriormente citando programas e obras criados ou tocados pelo partido, além de brincar: “Eu tenho ficha limpa, sou professor. Não têm o que falar de mim e querem falar de partido”, sorriu.
Em outro ponto, o petista criticou o que chamou de tentativas da campanha de Celina para tirar Arruda e Belmonte da corrida eleitoral. “Ela não gosta de eleição”, cravou. Grass também elogiou projetos de Arruda, como a introdução de transportes coletivos sobre trilhos. Ricardo Cappelli também acenou com propostas do ex-governador na área da mobilidade urbana.
Ainda assim, Cappelli focou as críticas no Orçamento do Distrito Federal. “O DF tem muito dinheiro, mas ele é perdido em corrupção e em cabide de emprego”. “A gente vai fazer ajuste fiscal duro onde tem que cortar: na corrupção e em cabide de emprego”, garantiu o pessebista. “O dinheiro não chega onde tem que chegar. Eu vou botar o salário dos professores como o maior do Brasil”, prometeu. E partiu para cima da governadora. “Ela não veio porque está achando que já ganhou”, criticou.



