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segunda-feira, julho 27, 2026

Fósseis de 2 bilhões de anos são identificados em mármores da UFMG


Pesquisadores encontraram fósseis com idade estimada em cerca de 2,1 bilhões de anos no revestimento de mármore do hall de entrada da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). A informação foi divulgada pela universidade nesta segunda-feira (27).

A descoberta de fósseis de estromatólitos — formações produzidas por microrganismos que desempenharam papel fundamental na oxigenação da atmosfera terrestre — foi realizada pelo professor Kennedy Martinez, do Departamento de Anatomia e Imagem da Unidade.

Segundo o estudo, essas estruturas se formam pelo crescimento sucessivo de camadas bacterianas que, ao longo de milhares e milhões de anos, acumulam sedimentos e minerais, resultando em sua gradual calcificação.

o revestimento da Faculdade, os fósseis aparecem em cortes transversais da rocha, formando desenhos elípticos e circulares que lembram uma pelagem de onça. “Cada uma dessas marcas corresponde a uma antiga colônia de cianobactérias que cresceu verticalmente, em um processo que podemos comparar ao empilhamento de moedas”, explica o professor.

Como se formou?

Segundo Kennedy Martinez, grande parte do território que hoje corresponde a Minas Gerais esteve coberta por mares rasos e quentes há bilhões de anos, condições ideais para o desenvolvimento dos estromatólitos.

As rochas presentes na Faculdade são originárias da região de Ouro Preto, mais especificamente da antiga Pedreira Cumbi, conhecida pela extração desse tipo de mármore dolomítico. O professor destaca ainda que o revestimento é original e nunca passou por reformas significativas.

A identificação dos fósseis foi possível graças à experiência do pesquisador em morfologia e anatomia, áreas que exigem atenção a formas e padrões. Embora já suspeitasse da presença dos estromatólitos há cerca de oito anos, a confirmação só ocorreu após a realização de registros fotográficos, comparações detalhadas e consultas a especialistas em paleontologia.

Os fósseis podem ser observados no saguão principal da Faculdade de Medicina da UFMG e em áreas da biblioteca, o que transforma espaços de circulação cotidiana em ambientes de interesse geológico e paleontológico.



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