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quinta-feira, julho 16, 2026

Quem é Karina Kufa, advogada que perdeu a guarda do filho após casar com Thiago Brennand


O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) determinou na terça-feira (14), em decisão liminar, que a guarda do filho da advogada Karina Kufa fique provisoriamente com o pai, Amilton Augusto da Silva Júnior. A decisão se deu 14 dias depois dela se casar com o empresário Thiago Brennand, que está preso.

Karina Kufa é especialista em direito eleitoral. A advogada ganhou projeção nacional ao integrar a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela também já defendeu o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, o ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.

Em publicação nas redes sociais, a advogada chegou a falar que sua relação com o terceiro filho do capitão da reserva não se restringe ao âmbito profissional. Kufa afirmou que Eduardo é “um amigo leal e verdadeiro” .

A advogada fundou Os Garantistas em 2024. O grupo é composto por profissionais do direito que têm o objetivo de articular e defender pautas da direita. Kufa também é diretora do Comitê de Responsabilidade Social da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e presidente do Instituto Paulista de Direito Eleitoral.

Evangélica, a advogada costuma compartilhar nas redes sociais conteúdos sobre a sua fé. Também faz publicações ao lado de líderes religiosos, como a bispa Sônia Hernandes, fundadora da Igreja Renascer em Cristo e uma das idealizadoras da Marcha para Jesus.

Em resposta à determinação do TJ-SP, Karina Kufa disse que vai se colocar ao lado da Justiça. “Sou advogada, sou mulher e excelente mãe. Serei atacada de várias formas. Continuo acreditando na Justiça”, escreveu.

Thiago Brennand

O empresário Thiago Brennand foi condenado a mais oito anos de prisão, em regime fechado, pelo crime de estupro. Conforme determinação, ele também terá de pagar indenização de ao menos R$ 200 mil.

Ele já passou pelo Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, na capital paulista, e de lá foi transferido para o presídio Tremembé II, no interior do Estado. Ele foi condenado em cinco processos e chegou a acordos extrajudiciais em outros dois, em todos respondendo por crimes que variam entre agressões, violência contra a mulher e estupros.

Com a nova sentença, as penas do empresário somam mais de 30 anos de prisão. Ele já havia sido condenado por agredir a modelo Helena Gomes em uma academia na Zona Sul de São Paulo, por estuprar uma mulher norte-americana em sua mansão e por forçar sexo sem preservativo com uma ex.

Crime absolvido

O (TJ-SP) acolheu um pedido da defesa de Thiago Brennand, absolvendo-o de uma das nove acusações de estupro em que é réu.

A decisão de maio reverteu por dois votos a um a condenação em primeira instância de oito anos de prisão, ocorrida em agosto de 2025, da acusação de estupro da estudante Stefanie Cohen.

A defesa da vítima recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para restabelecer a condenação. Segundo os advogados Márcio Cézar Janjacomo, João Manssur, Marcelo Zovico e Márcio Cézar Janjacomo Jr., a decisão que absolveu o réu “violou a legislação federal ao dar muito peso a provas digitais unilaterais e desprovidas de cadeia de custódia”.



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