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quinta-feira, maio 21, 2026

Como funcionam anticorpos monoclonais, usados para tratar médico com Ebola


Um médico americano infectado com Ebola está recebendo tratamento com anticorpos monoclonais na Alemanha, cerca de quatro dias após o primeiro teste positivo para o vírus.

O doutor Peter Stafford apresenta sintomas como febre, tontura, vertigem e náusea. Ele estava em um hospital na República Democrática do Congo quando a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou emergência de saúde pública no domingo (17).

Mas o que são os anticorpos monoclonais, usados para tratar doenças graves como o vírus Ebola?

Os anticorpos monoclonais (mAbs) são uma classe de profiláticos feitos a partir de diferentes tecnologias que identificam o sequenciamento genético de doenças infecciosas. Eles são, basicamente, cópias idênticas de um anticorpo criadas em laboratório, injetadas na corrente sanguínea.

O tratamento não oferece grandes efeitos colaterais e se destaca pela segurança, sobretudo no que diz respeito à precisão ao eliminar o agente infeccioso do organismo. Ele “marca” o vírus e ajuda os mecanismos de defesa do próprio corpo a combaterem a doença.

“Um anticorpo monoclonal existe quando a gente consegue em laboratório, por alguns métodos, cultivar uma célula produtora de um único anticorpo e reproduzi-lo em quantidades ilimitadas”, esclarece Ana Maria Moro, diretora do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Imunobiológicos (CeRDI) e do Laboratório de Biofármacos do Instituto Butantan.

Diferente das vacinas, que são consideradas um tipo de imunização ativa, os anticorpos monoclonais são passivos: ensinam o corpo a produzir a própria defesa. Eles bloqueiam os receptores celulares que permitem que o vírus continue se multiplicando e são capazes de diminuir a carga viral em pouco tempo.

Além de doenças virais, o tratamento demonstrou grande eficácia contra doenças autoimunes como artrite reumatoide, esclerose múltipla, doença de Crohn e psoríase, além de cânceres. No Brasil, o Instituto Butantan é pioneiro no desenvolvimento dos anticorpos, conduzindo estudos de medicamentos já certificados para serem oferecidos como tratamento no SUS (Sistema Único de Saúde).



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