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terça-feira, maio 19, 2026

Saiba quais corpos de mergulhadores foram resgatados nas Maldivas hoje (19)


Os corpos dos mergulhadores italianos Monica Montefalcone e Federico Gualtieri, que morreram em um acidente de mergulho nas Maldivas, foram recuperados nesta terça-feira (19), informou a imprensa italiana.

Os mergulhadores faziam parte de um grupo de cinco pessoas que entrou em uma caverna subaquática na semana passada. Outros dois corpos restantes devem ser retirados do local na quarta-feira (20). Os restos mortais de um deles – o instrutor – foram recuperados na quinta (14), dia em que o grupo foi dado como desaparecido.

Os corpos foram erguidos de uma profundidade de cerca de 30 metros por uma equipe especializada de mergulhadores finlandeses que se juntou à operação esta semana.

Mergulhadores e policiais das Maldivas auxiliaram posteriormente no resgate, informou o porta-voz do governo das ilhas Mohamed Hussain Shareef à agência de notícias Reuters.

O grupo era liderado por Monica Montefalcone, de 51 anos, professora da Universidade de Gênova e ecologista marinha, que mergulhava regularmente nas águas das Maldivas no Oceano Índico, e incluía também a filha dela.

 

Montefalcone também trabalhou com a organização ambiental Greenpeace no projeto “Mare Caldo”, que analisou os efeitos da crise climática no Mediterrâneo, bem como em um projeto para expandir as áreas marinhas protegidas da Itália.

Federico Gualtieri era biólogo marinho e já havia visitado as Maldivas outras vezes.

As autoridades das Maldivas estão investigando vários fatores que podem ter contribuído para o acidente — o caso isolado mais mortal da história do mergulho no país — incluindo se os mergulhadores desceram muito mais fundo do que o previsto.

Quem eram os mergulhadores?

Os corpos encontrados são do instrutor de mergulho Gianluca Benedetti, da professora associada de ecologia da Universidade de Gênova, Monica Montefalcone, da filha dela, Giorgia Sommacal, do biólogo marinho, Federico Gualtieri, e da pesquisadora Muriel Oddenino. O corpo de Benedetti foi o primeiro a ser encontrado, na entrada da caverna.

Um sexto mergulhador decidiu não entrar na água quando o restante do grupo mergulhou, relataram as autoridades.

grupo estava em uma expedição de mergulho a bordo do navio Duke of York, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Itália.

A Cruz Vermelha ofereceu primeiros socorros psicológicos a um total de 20 italianos que permaneceram a bordo e nenhuma lesão foi relatada imediatamente, acrescentou o ministério.

A operação foi retomada nesta segunda-feira (18), após uma suspensão temporária devido à morte de Mahudhee.

As autoridades acreditam que Mahudhee, membro das forças de defesa nacionais, morreu de doença descompressiva – causada por uma rápida diminuição da pressão ao redor, seja do ar ou da água.

A doença da descompressão é mais comum em mergulhadores autônomos ou em águas profundas, mas também pode ocorrer durante viagens aéreas em grandes altitudes ou em aeronaves não pressurizadas, segundo a Harvard Health.

Cada mergulho em missão de recuperação dos corpos teve duração limitada a cerca de três horas devido às necessidades de oxigênio e descompressão, informou o principal porta-voz do governo das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef.

No entanto, as condições eram extremamente desafiadoras, com fortes correntes imprevisíveis, passagens estreitas que levam a uma vasta câmara subterrânea e escuridão total por todo o local, acrescentou Shareef.



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