Trump, Melania e JD Vance foram evacuados. Ela ficou, gravando.
O evento aconteceu no Washington Hilton, em Washington D.C., palco tradicional do jantar anual da Associação dos Correspondentes da Casa Branca, um dos rituais mais simbólicos da imprensa americana. Este ano marcou a primeira vez que Trump compareceu ao evento desde que voltou à presidência. O jantar tinha começado há menos de cinco minutos quando um agente do Serviço Secreto gritou “tiros” e centenas de convidados foram ao chão ao mesmo tempo.
O homem que causou o caos se chama Cole Tomas Allen, 31 anos, morador de Torrance, subúrbio de Los Angeles. Armado com espingarda, pistola e várias facas, Allen forçou a passagem por um ponto de segurança na entrada do salão e atingiu um agente do FBI, que sobreviveu graças ao colete à prova de balas. Nas redes, o perfil dele no LinkedIn o descrevia como professor de reforço escolar em tempo parcial e desenvolvedor de videogame independente , com formação em engenharia mecânica pelo Caltech e pós-graduação em ciência da computação. Trump o chamou de “lobo solitário” e “maluco” em coletiva realizada horas depois na Casa Branca.
Um compilado de registros feitos pelo celular que mostram, em tempo real, o clima de tensão, a incerteza e a tentativa de entender o que estava acontecendo após o tiroteio no jantar de correspondentes de Donald Trump.
A procuradora federal Jeanine Pirro anunciou que Allen foi indiciado por dois crimes relacionados ao uso de arma de fogo e por agressão a agente federal com arma perigosa. Ele será formalmente apresentado ao juiz federal na segunda-feira. O FBI montou operação na residência dele em Torrance ainda durante a madrugada.
Do lado de dentro do salão, a Patrícia Vasconcellos continuou gravando mesmo tremendo. No relato que deu ao vivo para o SBT, ela descreveu o momento em que ninguém sabia onde estava o atirador, se havia mais alguém, e o salão permanecia cheio mesmo depois que as autoridades saíram com o presidente. Em determinado momento ela chorou, quando a adrenalina baixou. Depois vestiu o paletó, andou quarteirões com roupa de festa, chamou carro por aplicativo e foi direto para a coletiva de Trump na Casa Branca fazer mais um ao vivo.
Patrícia disse que esperava nunca mais vivenciar nada parecido. Que assim seja.



