
De acordo com o balanço financeiro de 2025, o Santos alcançou R$678,5 milhões em receitas totais, um crescimento de quase 70% na comparação com 2023, considerando períodos equivalentes na Série A. O avanço é puxado principalmente pelas receitas recorrentes, que praticamente dobraram.
Em 2023, o Peixe registrou cerca de R$407 milhões em receitas totais, em um contexto considerado o pior de sua história, e aumento de custos operacionais. A dependência da venda de atletas, aliada à perda de receitas com competições e direitos de transmissão, devido ao rebaixamento para a Série B, escancarava a fragilidade do modelo financeiro.
Dois anos depois, o clube apresenta crescimento consistente de receitas, com destaque para as fontes recorrentes, além de maior previsibilidade financeira.
Além do avanço no topo da receita, o Santos também registrou melhora operacional relevante. O superávit antes do resultado financeiro saltou de R$ 58,3 milhões em 2024 para R$104,8 milhões em 2025, indicando aumento na capacidade de geração de caixa.
Mesmo ainda registrando déficit contábil, impactado por amortizações e despesas financeiras, o resultado negativo foi reduzido em cerca de 24%, sinalizando uma trajetória de ajuste e maior controle.
“Assumimos o Santos em um cenário extremamente desafiador, com receitas comprometidas e pouca previsibilidade. O que vemos em 2025 é resultado de um trabalho focado na reorganização, no fortalecimento das receitas recorrentes e na recuperação da credibilidade do clube no mercado. Ainda há desafios, mas os números mostram que estamos no caminho certo para tornar o Santos financeiramente mais sólido e sustentável”, afirma Teixeira.
A diretoria avalia que o contraste com o passado recente é evidente. Ao assumir o clube, em 2024, o presidente Marcelo Teixeira classificou o momento como o “pior da história” em termos financeiros e administrativos, com a equipe na segunda divisão. Agora, a leitura interna é de melhora consistente em curso.



