A defesa de Jair Bolsonaro (PL) protocolou ontem junto ao Supremo Tribunal Federal um pedido para que seja declarado impedimento do ministro Alexandre de Moraes em atos relacionados à Operação da Tempus Veritatis da Polícia Federal, que determinou as ações de busca e apreensão contra o ex-presidente e seus aliados.
No pedido, advogados de Bolsonaro apontam Moraes como “vítima central das supostas ações que estariam sendo objeto da investigação”.
“É bem de se ver, no entanto, que tanto o conteúdo da representação quanto a r. decisão revelam, de maneira indubitável, uma narrativa que coloca o Ministro Relator no papel de vítima central das supostas ações que estariam sendo objeto da investigação, destacando diversos planos de ação que visavam diretamente sua pessoa”, diz o texto.
A ideia de que Moraes seria parte interessada na investigação já havia sido levantada nos bastidores por aliados de Bolsonaro desde o dia da operação. O pedido da defesa toma por base trechos dos despachos que apontam, por exemplo, o suposto plano para prender Moraes e o também ministro do Supremo Gilmar Mendes.
No pedido, os advogados alegam que a decisão que embasou a ação contém mais de 20 menções ao relator “delineando um contexto que torna evidente e fortemente questionada a sua imparcialidade objetiva e subjetiva para decidir nestes autos, dada sua posição de vítima”.
O pedido foi protocolado ontem pelos advogados de Bolsonaro, mesma data em que foi solicitada a devolução do passaporte do ex-presidente, retido como parte de um conjunto de medidas preventivas da operação, como adiantou a CNN.
A CNN procurou o STF e o ministro Alexandre de Moraes para comentar o pedido da defesa de Bolsonaro e aguarda retorno.
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