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domingo, outubro 4, 2026
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OPINIÃO: LeBron, Cássio e empresários quebrando times brasileiros


Na ação judicial em que cobra mais de R$ 60 milhões do Corinthians, o agente Carlos Leite lista valores que o clube lhe deve em comissões.

Salta aos olhos valores estratosféricos, como quase R$ 3 milhões por um jogador insignificante que entrou em campo apenas quatro vezes pelo clube.

Também aparecem uma lista enorme de débitos que seriam devidos por “intermediação” na renovação de contratos do goleiro Cássio e do lateral Fágner.

Imagino que isso deve acontecer não só no Corinthians, que reconhece dever mais de R$ 200 milhões para empresários. É o padrão do futebol brasileiro.

Os clubes brasileiros não aguentam essa sede de dinheiro dos empresários. Se eu fosse jogador de futebol também não confiaria nos dirigentes brasileiros e contrataria Leite ou outro agente top.

Mas é urgente limitar os valores ganhos por eles e, principalmente, quem deve pagar muitas de suas comissões.

Quando Cássio renova seu contrato, segundo a ação de Leite, é o Corinthians que paga a comissão do empresário pela “intermediação”. Bem diferente do que acontece, por exemplo, na NBA.

Pelas regras da associação de jogadores de basquete americanos, um empresário pode levar, no máximo, 4% de um contrato negociado por ele para um de seus contratados. E quem paga essa comissão, apenas depois de começar a receber os salários, é o próprio jogador.

LeBron James, quando recebe seu salário anual de US$ 47,6 milhões do Los Angeles Lakers, ele mesmo precisa assinar um cheque de US$ 1,9 milhão da comissão de seu empresário.

Tem algo muito errado em um esporte quando o empresário começa a ganhar muito mais dinheiro que as estrelas do campo…



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