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sábado, julho 4, 2026

Corinthians vai pagar Arena? Presidente da Caixa abre o jogo


“Encaminhada”. Foi assim que o presidente da Caixa, Carlos Antônio Vieira Fernandes, definiu o status da negociação com o Corinthians para que o pagamento da Neo Química Arena seja quitado.

A possibilidade ganhou força às vésperas das eleições presidenciais no clube alvinegro e está evoluindo, segundo o executivo do banco federal, ainda que ele não tenha sido procurado por Augusto Melo, eleito para assumir o Corinthians a partir de 2024. O tema foi tratado por Duílio Monteiro Alves.

“A solução para o Corinthians está encaminhada. Mudou a diretoria, e eu ainda não fui procurado por eles, mas já evoluiu”, afirmou o presidente da Caixa, em entrevista ao “Jornal de Brasília”, ressaltando, por outro lado, que a utilização de títulos para esse pagamento, como o clube deseja, não é tão simples.

Carlos Antônio Vieira Fernandes revelou que ele sugeriu que o Corinthians aposte em um fundo de investimento com a presença de torcedores para viabilizar o pagamento da dívida.

“Em resumo, o Corinthians quer pagar a dívida com títulos, e eles teriam que captar esses títulos para fazer o pagamento da dívida. Eu falei com eles que era uma coisa muito difícil. O que eu propus é que seja criado um fundo de investimento, de forma que os próprios torcedores possam comprar cotas, tornando-se sócios, transformando-se em ‘donos’ da Arena Corinthians”, afirmou.

Para o executivo, nesse cenário, aí sim, o Corinthians caminharia para zerar sua dívida com o banco pelo financiamento na construção da Neo Química Arena.

“Eu fiz a conta e acho que sim. Se você pega 15 milhões de corintianos, cada um comprando uma cota de 80 ou 100 reais, será mais do que suficiente. Esse raciocínio, inclusive, poderá modificar as relações com os seus torcedores e com o mercado financeiro”, explicou.

“Clubes muito populares, como Corinthians, Flamengo, Grêmio, Atlético-MG, só para citar alguns, podem adotar esse modelo de fundo de investimento. Nós, aqui na Caixa, estamos prontos para atendê-los. Isso deve ser feito com um acompanhamento de governança, potencializando ainda mais esses recursos. Por esse mecanismo, o torcedor passaria a ser sócio efetivo do clube, um cotista do patrimônio do clube”, encerrou o presidente da Caixa.



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