Foi oficializada a candidatura do advogado e ex-presidente da OAB-DF, Kiko Caputo, ao Governo do Distrito Federal (GDF) pelo Partido Novo. A decisão foi homologada em convenção partidária na capital federal, no Bar Brazólia, nesta sexta-feira, onde o candidato fez críticas à gestão do Banco de Brasília e defendeu que é preciso investir na mobilidade urbana, principalmente no metrô. No evento, também foi confirmado o desembargador aposentado Sebastião Coelho para a disputa ao Senado, além da apresentação dos candidatos à chapa proporcional para a Câmara dos Deputados e Câmara Legislativa do DF.
No encontro, estiveram apoiadores, os candidatos a deputados federais e distritais, lideranças políticas, representantes da sociedade civil, empresários, profissionais liberais e convidados. O presidente do partido pelo DF, Thiago Cianni, esteve presente na ocasião, comandando a convenção que apresentou os candidatos.
Críticas ao BRB e privatizações
Na ocasião, Francisco Queiroz Caputo Neto — Kiko Caputo —, em coletiva, prometeu fazer uma ampla auditoria para rever todos os contratos da atual gestão do GDF. Ele citou os alertas do Tribunal de Contas sobre as contas públicas e apontou especialmente para o caso do Banco de Brasília (BRB). Ele salientou a falta da publicação de balanços e questionou patrocínios milionários da instituição. Mesmo sendo flamenguista, ele destacou que o patrocínio ao Flamengo, à Fórmula 1 e a eventos no exterior não deveriam acontecer. Ele acredita que o BRB deve fomentar o empreendedorismo local.

Ele destacou que a privatização não vai ser um tabu em seu governo. “O que é tabu é o Estado não oferecer um serviço de excelência para a população. Se a concessão do serviço público der oportunidade da solução do problema que a população está enfrentando, eu não tenho a menor dificuldade em partir para essa solução”, salientou.
Mobilidade urbana e foco no metrô
Ele também citou a situação do metrô, destacando que a mobilidade urbana no DF precisa de investimento. Caputo frisou que, há mais de 15 anos, não tem um concurso público na área. “Pelas minhas contas, a gente vai precisar de um investimento no mínimo de 1 bilhão e 200 para a gente restabelecer e atualizar os sistemas de bilhetagem, de energia, de tráfego e de sinalização, para dar um pouco de efetividade a esse transporte.” Ele sabe que esse é um sistema de mobilidade altamente eficiente, que precisa ser olhado com muito carinho. “A gente tem expectativa de aumentar a malha viária do metrô. A gente quer levar ele para outras regiões.”
Durante a coletiva, ele também apontou que, para além do metrô, sua gestão vai fiscalizar com mais frequência os ônibus da região e a condição de trafegabilidade deles. Ele prometeu intervenções neste quesito, para normalizar a mobilidade urbana no DF. “A gente só não pode se conformar, de novo, com algo como demorar duas horas para ir de casa para o trabalho e mais duas horas do trabalho para casa. Isso é um tempo que o Estado está roubando da população.”
Prioridade na saúde e inspiração no modelo mineiro
O candidato também destacou a saúde como prioridade absoluta. Kiko afirmou que atualmente a rede pública no DF sofre com ineficiência, falta de leitos e desvios de recursos. Para mudar a situação, ele prometeu valorizar os servidores da área, revisar a atuação do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), utilizar a capacidade ociosa da rede privada para zerar filas de espera e construir novos equipamentos públicos — bem como capacitar hospitais regionais como o do Guará e outros, para que possam atuar da melhor forma para a população.
Kiko elogiou Romeu Zema, o ex-governador de Minas Gerais e candidato à presidência pelo Partido Novo, destacando que ele tem total apoio do partido em todos os estados. Ele ressaltou a experiência do governo de Zema como modelo a ser aplicado no Distrito Federal. “Ao contrário de todos os outros partidos, o meu partido tem no seu DNA a gestão pública. Não tenho a menor dúvida de que o desafio no DF é gigante, mas o Novo é maior ainda para entregar um Distrito Federal melhor daqui a quatro anos”, afirmou.
Antes do lançamento oficial de seu nome para a disputa do cargo para o Executivo do DF, no dia 22 de julho, Caputo havia lançado a pré-candidatura ao lado de Romeu Zema, em um evento do Partido Novo nacional.
Disputa ao Senado e reforma do Judiciário
Durante a convenção, a candidatura ao Senado pelo Partido Novo no DF, do desembargador aposentado Sebastião Coelho, também foi apresentada oficialmente. Na coletiva, ele destacou não ser segredo para ninguém sua postura conservadora ao defender diversas candidaturas de direita no primeiro turno e a união no segundo pelo representante que melhor se sair entre os direitistas. “Acho que ninguém tem dúvida que eu sou bolsonarista. 100%. Mas o bolsonarismo tem que entender que, se não tivermos várias candidaturas a presidente, nós podemos entregar para a esquerda no primeiro turno”, avaliou.

Tanto para a imprensa quanto no palanque oficial, Sebastião demonstrou um discurso voltado para a crítica direta ao Supremo Tribunal Federal (STF), em especial ao ministro Alexandre de Moraes. O candidato destacou que sua principal prioridade como senador será reformular o Poder Judiciário. “A minha bandeira é muito clara: reforma completa do Poder Judiciário, com estabelecimento de mandato para os senhores ministros e idade mínima. Não adianta o povo brasileiro escolher 513 deputados e 81 senadores se um único ministro do STF é capaz de desfazer a vontade do povo”, concluiu.
Na coletiva, ele também destacou ser contra o fim da escala 6×1, alegando que deve existir liberdade para um acordo entre o patrão e o empregado. “Nós, do Partido Novo, somos pela iniciativa privada. O empresário que trabalha precisa ter lucro, e não ficar dependendo de ações do governo. Também sou contra o assistencialismo. Hoje nós temos no país, infelizmente, uma cultura da preguiça. Eu sou pelo trabalho e não consigo entender como o governo lança um plano para proibir as pessoas de trabalharem dois dias na semana.”
Saiba mais:
Candidatos apresentados pelo Partido Novo DF para concorrer aos cargos de Deputado (a) Federal e Distrital:
Candidatos a Deputado Distrital
Mulheres:
Ailude Máximo
Alexa Cobucci
Cris Mourão
Daiane dos Santos
Ericka Filippelli
Fernanda França
Luciana Mendina
Noêmia Tiago
Tânia Soster
Homens:
Alex Oliveira
Álvaro Domingues
Caçuleci Pacheco
Eric Gustavo
Jacinto Sousa
Jairo Luis
Jézer Junior
Kleber Melo
LGM
Matheus Fernandes
Paulo Mineiro
Pedro Payne
Petrus Sanchez
Régis Machado
Ricardo Castro
Valter Saboia
Candidatos a Deputado Federal
Alê Chianelli
Carine Teixeira
Cida Villas Boas
Emílio Kerber
Flávio Fleury
Luiz Gama
Nana Cachen
Paulo Echebarria
Wilker Leão



