A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira (26) que em julho a bandeira tarifária continuará amarela. Portanto, os consumidores continuam tendo um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Segundo divulgado pela Aneel, a continuidade da bandeira amarela, ativa desde o mês de abril, é em razão das condições típicas do período seco. “Quando há redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado”, explicou.
Dos meses de janeiro a abril deste ano, a bandeira tarifária era a verde, refletindo as condições favoráveis de geração. Em junho foi determinado a bandeira amarela, que agora permanece em julho.
O sistema de bandeiras tarifárias, adotado em 2015, permite ao consumidor acompanhar, em tempo real, as condições de geração e seus impactos nos custos da energia elétrica. “A medida reforça a transparência tarifária e incentiva o uso consciente da energia”, completou.
Reajuste até 2027
Na quarta-feira (24) a Aneel aprovou o reajuste no valor da conta de luz, que terá um aumento médio de 1,1% no Brasil, a partir do dia 1º de julho, valendo para o ciclo 2026/2027, até 30 de junho de 2027. O cálculo é feito com base nas Receitas Anuais Permitidas (RAP) das transmissoras e nas Tarifas de Uso do Sistema de Transmissão (TUST).
Este é o primeiro ciclo tarifário de transmissão depois de a delegação da competência passar à Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica (STR) para homologação das receitas e tarifas de transmissão. Para o ciclo 2026/2027, as receitas referentes às instalações de transmissão em operação comercial totalizam R$ 54,95 bilhões, crescimento de 9,41% em relação ao anterior.
O cálculo considerou 356 contratos de concessão de 258 empresas transmissoras. A receita total considerada no processo da TUST passou de R$ 51,6 bilhões para R$ 56,5 bilhões, elevação de 9,3%, explicada principalmente pela atualização contratual das receitas, pela expansão da rede de transmissão e por componentes financeiros regulatórios.



