Sabino não caiu de paraquedas no Grupo Band: chegou em 2020, fez comentário no Insights e ancorou o Manhã Bandeirantes na rádio. Curriculum pesado: Young & Rubicam, Hill+Knowlton, a própria S/A que fundou em 2006, vendida pra Llorente & Cuenca em 2015 e que ressuscitou sob seu comando dois anos atrás. Homem que sabe vender comunicação para o mercado e agora vai vender jornalismo para a audiência, que são duas vendas bem diferentes.
O detalhe que ninguém está comentando: a programação nova da BandNews estreia “em breve”, segundo o próprio anúncio, mas a grade ainda está sendo costurada. Em televisão, “em breve” é assessoria para “ainda não sabemos”. Sabino herda um canal que perdeu posicionamento nos últimos anos, disputando atenção com o G1, o CNN Brasil e uma geração que consome notícia no TikTok antes de ligar a TV.
Estava saindo do MALBA quando o aviso chegou no celular. Buenos Aires tem essa qualidade: você está olhando para um Torres García e o Brasil te lembra que o caos nunca tira folga.
Marco Antonio Sabino tem o perfil certo para o desafio mais complicado do momento. Refazer a BandNews exige alguém que entenda mercado, narrativa e crise de imagem ao mesmo tempo. A pergunta que Brasília, São Paulo e o mercado publicitário vão fazer nos próximos noventa dias é simples: ele tem liberdade ou tem chefe?



