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quarta-feira, abril 29, 2026

Falha na volta da Artemis I é o grande temor no retorno da Artemis II


Após o histórico sobrevoo lunar e o início da trajetória de retorno à Terra, a missão Artemis II entrou no oitavo dia de viagem nesta quarta-feira (8). Parte do dia está reservada para o preparo da tripulação e da nave para o reencontro com a gravidade terrestre.

A chegada está prevista para a noite de sexta-feira (10), quando a cápsula Orion realizará a reentrada na atmosfera — considerada uma das etapas mais críticas da missão.

A principal preocupação está relacionada ao escudo térmico, revestimento aplicado na parte inferior da espaçonave, responsável por proteger os astronautas de temperaturas extremas durante a descida.

O componente é semelhante ao utilizado na missão Artemis I, que apresentou danos inesperados após o retorno em 2022. Veja abaixo:


Ao término do voo de teste Artemis I, a espaçonave Orion recuperada foi transportada para o Centro Espacial Kennedy, onde seu escudo térmico foi removido e inspecionado
Ao término do voo de teste Artemis I, a espaçonave Orion recuperada foi transportada para o Centro Espacial Kennedy, onde seu escudo térmico foi removido e inspecionado • Nasa

Na ocasião, o problema levou a Nasa a abrir uma investigação. “Este é um escudo térmico defeituoso. Não há dúvida: este não é o escudo térmico que a Nasa gostaria de fornecer aos seus astronautas”, afirmou o ex-astronauta Danny Olivas, que integrou a equipe de revisão independente.

A cápsula Orion retornou da missão Artemis I com um escudo térmico repleto de buracos e rachaduras.

A reentrada da Artemis II ocorrerá quando a Orion mergulha na atmosfera terrestre em altíssima velocidade — superior a 30 vezes a velocidade do som —, exigindo funcionamento perfeito do escudo térmico para garantir a segurança da tripulação.


As imagens mostram o escudo térmico após a missão Artemis I, incluindo cavidades resultantes da perda de grandes partes do escudo térmico durante a reentrada
As imagens mostram o escudo térmico após a missão Artemis I, incluindo cavidades resultantes da perda de grandes partes do escudo térmico durante a reentrada • Nasa

O processo causa uma violenta compressão das moléculas de ar que pode aquecer a parte externa da espaçonave a mais de 2.760 graus Celsius (5.000 graus Fahrenheit).

Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da Nasa, e o astronauta da Agência Espacial Canadense, Jeremy Hansen — estão dentro da cápsula Orion.



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