2026 já começou com uma nova denúncia pesada dentro do São Paulo. A apuração do Uol indica que o presidente do clube, Julio Casares, recebeu R$ 1,5 milhão em depósitos em dinheiro na sua conta corrente entre janeiro de 2023 e maio de 2025.
A apuração, obtida através de relatórios de análise financeira do Coaf, mostra que o valor corresponde a quase a metade da renda do dirigente no período, enquanto seus salários recebidos do Tricolor representam “apenas” 19,3% de toda a movimentação na conta.
O documento indica que há registros de até 12 depósitos em um único dia, em valores pequenos, de forma fracionada, o que caracteriza uma prática conhecida como “smurfing”, que nada mais é do que uma tentativa de burlar os mecanismos de controle.
O Uol entrou em contato com a Polícia, que confirmou a existência de uma investigação, que aponta ainda que foram sacados do São Paulo, entre janeiro de 2021 e novembro de 2025, R$ 11 milhões em espécie, divididos em 35 saques. Ainda não há, porém, qualquer relação disso com os depósitos na conta de Casares.
Outra denúncia importante dos documentos indica que a conta era usada, de forma sistemática, para custear despesas de sua ex-mulher, e diretora licenciada do São Paulo, Mara Casares.
Após a divulgação da investigação, o presidente do São Paulo emitiu uma nota à imprensa por meio de seus advogados.
“Os advogados Daniel Bialski e Bruno Borragine, que representam a defesa particular de Júlio Casares, afirmam que todas as movimentações financeiras de Júlio, contidas nos relatórios do COAF, possuem origem lícita e legítima, com lastro compatível com a evolução de sua capacidade financeira. Esclareça-se que antes de assumir a presidência do São Paulo Futebol Clube, nosso constituído desempenhou e exerceu funções de alta direção na iniciativa privada, com boa remuneração. Ademais, a origem e o lastro de tais movimentações serão detalhadas e esclarecidas no curso das investigações – com a apresentação de provas, declarações e informações fiscais – justamente para rebater qualquer ilação que se fizer e, ainda mais porque não tiveram acesso à integralidade do inquérito policial.”








