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domingo, abril 19, 2026

Relator de ação contra Moro diz que PT quer impedir senador de participar da vida política


Voto do juiz Luciano Carrasco Falavinha iniciou julgamento no Tribunal Regional Eleitoral; se condenado, parlamentar perderá o mandato, mas poderá recorrer ao TSE

WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDOO senador Sérgio Moro (União-PR) chegando ao Senado Federal, em Brasília (DF), no final da manhã desta segunda- feira, 1º
Sergio Moro corre o risco de ficar inelegível até 2030

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná iniciou o julgamento da ação eleitoral que pode levar à cassação do senador Sergio Moro (União Brasil-PR) por suposto abuso de poder econômico. As acusações, feitas pelo PL e pelo PT, alegam gastos excessivos durante a pré-campanha eleitoral de 2022. No entanto, o relator do processo, juiz Luciano Carrasco Falavinha, rebateu as teses das siglas autoras, destacando a necessidade de comprovar situações específicas para configurar o abuso de poder econômico. Ele também enfatizou que as despesas da pré-campanha devem ser avaliadas de forma restrita ao Estado do Paraná, não sendo suficiente somar todos os gastos para concluir que houve abuso e destacou que o tribunal não julgará os “erros e acertos” da Operação Lava Jato. “Não há previsão legal sobre gasto de pré-campanha. Por mais que o limite de campanha possa ser utilizado como uma referência. Lembrando que o TSE impediu a candidatura de Moro por São Paulo após uma ação do PT, Falavinha ainda declarou que, “ao que parece, [o partido] busca impedir o investigado de participar da vida política”.

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O julgamento envolve sete juízes do TRE, com a possibilidade de pedidos de vista para análises mais detalhadas. Se condenado, Moro perderá o mandato e ficará inelegível até 2030, além de haver a convocação de novas eleições para o Senado. Recursos podem ser apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e os efeitos da decisão serão válidos após o esgotamento desses recursos. A defesa de Moro argumenta que não existem regras claras que regulem os gastos de pré-campanha no Brasil, destacando a falta de legislação específica. O advogado Gustavo Guedes, representante do ex-juiz, questionou os cálculos apresentados pelas siglas acusadoras, buscando esclarecer qual seria o valor do abuso alegado e como isso teria beneficiado ilegalmente a eleição de Moro como senador do Paraná. Por outro lado, as acusações sustentam que a campanha de Moro se beneficiou da pré-campanha à Presidência da República, quando ele estava no Podemos, o que teria gerado gastos “desproporcionais” e prejudicado os concorrentes à vaga no Legislativo. O Ministério Público Federal também defendeu a cassação, alegando abuso de poder econômico e apontando indicativos do TSE de que os gastos na pré-campanha devem ser “moderados, proporcionais e transparentes”.





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