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sexta-feira, maio 1, 2026

Fernando Haddad, ministro da Fazenda, participa do Roda Viva; assista – Money Times


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Fernando Haddad é o entrevistado do Roda Viva desta segunda-feira (22) (Imagem: REUTERS/Agustin Marcarian)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa nesta segunda-feira (22), do programa Roda Viva, produzido pela TV Cultura de São Paulo. Assista.

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Sobre a MP da Desoneração da folha de pagamento:

“Penso que, nesta semana ou na próxima, teremos uma definição. Mas, se pegar várias leis do ano passado, foram como MP, depois, mandamos como projeto de lei, a pedido do presidente [Arthur] Lira, da Câmara. Mais importante que a forma, é o princípio. Qual é o princípio que regeu as leis do ano passado? A gradualidade.”

“Alguém concorda em eternizar privilégios? Nenhum líder [do Congresso] concorda em eternizar esses privilégios, porque alguém vai pagar pelos privilégios desses 17 setores. Então, vamos discutir um sistema tributário que faça sentido. Se vai ser por Medida Provisória… sinceramente, estou mais preocupado em conversar com os líderes sobre o princípio.”

Sobre a importância da forma (MP ou projeto de lei):

“Não tínhamos sequer opção [de não reonerar a folha]. Agora, nada entrou em vigor em 1º de janeiro. Vai entrar em vigor em maio. O que não podemos é frustrar o clima que foi formado no ano passado. Não vamos dar murro de faca. O que o governo vai fazer é discutir uma solução.”

Sobre o acordo com Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, e Arthur Lira (Câmara):

“Vamos falar de estereótipos – ‘ele é progressista e é contra controlar os gastos’. Quem tem uma visão mais conservadora, mais de direita, é ‘coloque ordem nas contas, mas sempre jogando o peso nas costas do trabalhador, congelando salário mínimo, tabela do Imposto de Renda…’ Nós estamos fugindo dessas caricaturas, de um lado e de outro… pela primeira vez, estamos falando que tem muitos gastos tributários, que beneficiam lobbies… são R$ 600 bilhões por ano gastos com esses benefícios e que não dão retorno social.

O que falei há 13 meses? Vou cuidar da agenda econômica, mas passa longe de mim fazer esse ajuste, sobre os pobres, e sim olhando para os setores que mais cresceram e não deram retorno social.

O que o Lira disse: ‘Haddad, esses 4 pontos deveriam ser tratados em 4 diplomas diferentes: uma numa MP para as compensações; a reoneração, você manda por projeto de lei. Foi isso que ele me fez levar ao presidente Lula. Falei com ele na segunda; levei ao conhecimento do presidente na quarta; na quinta, voltei a falar com Lira e ficamos de conversar nesta semana.

Lula disse: ‘vamos falar na segunda-feira e com o Lira para ver o melhor encaminhamento’. Nenhuma das partes pareceu refratária a sentar e conversar.

 



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