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quinta-feira, julho 2, 2026

Centenas se reúnem em Gaza após morte de jornalista durante ataque aéreo em Khan Younis


Centenas de pessoas se reúnem neste sábado (16) para velar a morte do jornalista Samer Abu Daqqa da Al Jazeera, falecido devido aos ferimentos sofridos durante um ataque aéreo na cidade de Khan Younis, no sul de Gaza, no dia anterior.

O corpo de Abu Daqqa, envolto em um pano branco, foi carregado nos ombros da multidão reunida do complexo médico Al-Nasser, em Khan Younis, até um cemitério próximo. Em seu peito estavam o colete de imprensa e o capacete que ele usava quando foi ferido.

Wael Dahdouh, chefe do escritório da Al Jazeera, que perdeu a esposa, a filha, o filho e o neto em um ataque aéreo israelense no campo de refugiados de Al Nusiarat no final de outubro, acusou Israel de ter como alvo seu ex-colega e prometeu continuar seu trabalho.

“Perdemos Samer hoje dessa forma cruel, embora tivéssemos coordenação e atribuição oficial, ele foi morto com um míssil direcionado. Todos os amigos e colegas de Samer estão apoiando Samer e continuam esta nobre mensagem, mesmo que mais de 80 de nossos colegas e suas famílias tenham sido mortos, continuaremos fazendo nosso trabalho e nossa cobertura. Pedimos a Deus que este seja o último dos assassinatos e pedimos que ele tenha misericórdia de sua alma”, disse ele.

O funeral contou com a presença de amigos, familiares e colegas, muitos deles vestindo coletes de imprensa. A esposa e os filhos de Abu Daqqa vivem na Bélgica.

As orações foram lidas no cemitério e sua mãe, Umm Maher, soluçou ao se ajoelhar para orar sobre o túmulo de seu filho antes que ele fosse sepultado.

Al Jazeera Media Network emitiu um comunicado na sexta-feira (15) condenando o ataque aéreo que resultou na morte de Samer Abu Daqqa e no ferimento de Wael Dahdouh.

“A Rede responsabiliza Israel por perseguir e matar sistematicamente jornalistas da Al Jazeera e suas famílias”, escreveram.

A CNN não pode verificar as alegações de forma independente e entrou em contato com os militares israelenses para comentar, mas não obteve resposta.

Veja também: EUA pressionam Israel para que evitem mortes de civis em Gaza



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