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quarta-feira, agosto 5, 2026

campeão latinoamericano de Pokémon GO se prepara para torneio pré-mundial nos Estados Unidos



O cenário competitivo de Pokémon nunca foi exatamente fácil de jogar ou entender – cada modalidade possuem mecânicas, metas, movimentos extremamente específicos que requerem muito tempo dos jogadores e telespectadores. Mas não dá para negar que, com o passar dos anos e a internet, jogar ou acompanhar Pokémon competitivamente não é mais aquele bicho de sete cabeças – só de cinco, talvez.

E o Brasil, sendo o pais competitivo que é, certamente vem criando novos marcos nesse competitivo cada vez mais global. Ewerton “Rargef” Malvezzi, campeão de Pokémon GO no torneio Pokémon Latin America International Championships (LAIC), falou ao IGN Brasil sobre a vitória e os preparativos para o torneio estadunidense Pokémon Regional Championships, que acontece neste final de semana.

Rargef, que considera o jogo mobile “muito dinâmico” especialmente por não ter aderido ao sistema de turnos, comentou que a preparação gira em torno de organizar respostas rápidas e estar bastante acostumado com os times que pretende utilizar em batalhas. Para ele, que participa de diversos campeonatos ao longo do ano, o esport se tornou mais consistente após a desenvolvedora Niantic entender que necessita facilitar a obtenção de criaturas fortes para a maioria dos jogadores.

“No cenário mais atual, até pelo jogo já estar sendo desenvolvido há muitos anos, as pessoas têm acesso a todos os Pokémon e até alguns mais raros. Os Sombrosos são mais difíceis […], mas a Niantic percebeu que para o jogo ser competitivo as criaturas do meta precisam estar disponíveis, então eles são bem acessíveis.”

O competitivo de Pokémon GO funciona da seguinte forma: o jogador escolhe seis criaturas e mostra apenas três para o seu adversário, que faz a mesma coisa. Sendo assim, o player pode se preparar estrategicamente para enfrentar três criaturas e outras ainda não vistas. Dentro do campo de batalha, não há mais como mudar a equipe e o jogador deve saber em qual hora enviar qual Pokémon para a luta.

“Foi apenas recentemente, de um ano e meio para cá, que começamos a ter mais campeonatos oficiais da The Pokémon Company, antes era bem amador e tínhamos até campeonatos mundiais organizados pela comunidade. Hoje, estamos em um dos melhores momentos do jogo e do cenário competitivo.”

Outra grande diferença do esport criado para o jogo mobile é que não existe uma agenda de treinos fixa a ser cumprida. Rargef, que trabalha em outra área e enxerga o jogo como uma atividade extra, revelou que sua carga horária de jogabilidade semanal – quando não está em época de torneios – é de cinco horas. Ou seja, uma rotina completamente diferente de esports já mais tradicionais, que normalmente ocupam o dia inteiro do player.

“Hoje, eu não tenho horário fixo. Tento sempre estar jogando, mas às vezes fico alguns dias sem jogar e é tranquilo. Mais perto do campeonato eu tento fazer um pouco mais. […] vou para cerca de duas a três horas por dia jogando, mas pensando sobre o jogo ou simulando em plataformas são horas que eu nem contabilizo no meu dia [risos]. Acho que tenho muitas horas gastas que nem sei contar direito, mas treinando na prática é mais ou menos essa quantidade que eu falei.”

Embora ele reconheça que ainda falta muito para que os brasileiros estejam ativamente na cena, Rargef está otimista quanto ao cenário nacional. “Temos um bom reconhecimento na América Latina, mas ainda é pouco. Provavelmente nessa temporada inteira teremos quatro regionais, mas os Estados Unidos possuem de 15 a 20, mais ou menos. […] Acabamos tendo poucas oportunidades, mas na prática nós conseguimos”, finalizou.

O jogador profissional, que já se classificou para o 2024 Pokémon World Championships no Havaí após ter vencido o Regional de Curitiba, afirmou que permanece jogando os torneios porque “é um grande momento para se estar entre os melhores do mundo”. Representando o Brasil internacionalmente em poucos dias, Rargef está confiante de que consegue trazer mais um título para o país e possivelmente atrair ainda mais a atenção da desenvolvedora para o emergente cenário nacional.


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