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sábado, maio 16, 2026

Presidente em exercício do Senado diz que propositura da CPI da Braskem surgiu “de maneira viciada”


Senador Rodrigo Cunha diz apoiar investigação sobre empresa no Senado, mas afirma que iniciativa de Renan Calheiros, seu adversário político e autor da proposição, tem ‘vícios intransponíveis’

Reprodução/Youtube/TV SenadoPrefeito de Maceió, João Henrique Caldas e presidente em exercício do Senado, Rodrigo Cunha em coletiva de imprensa no púlpito do Senado Federal
Prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, e presidente em exercício do Senado, Rodrigo Cunha, em coletiva de imprensa

O presidente em exercício do Senado, senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL), defendeu nesta segunda-feira, 4, a investigação da crise enfrentada em Maceió e a responsabilização da Braskem, multinacional responsável pela exploração de sal-gema no bairro Mutange. O parlamentar se reuniu hoje com o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, e o ministro do Turismo, Celso Sabino. O bairro Mutange está em estado de emergência por risco de um colapso em uma das minas exploradas pelas empresa. Com o afundamento do solo recorrente na última semana, os moradores precisaram deixar a região. Segundo dados do último boletim da Defesa Civil, houve uma redução no afundamento, que chegou a alcançar 6 centímetros em deslocamento vertical, para 0,25 centímetros por hora. 

Cunha disse apoiar uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a Braskem no Senado, mas criticou a iniciativa do senador Renan Calheiros, autor do pedido de investigação e seu adversário político local. “O que nós temos aqui é a certeza absoluta de que é necessário fiscalizar sempre. No ano de 2019, as pessoas saíram de suas residências, ali também teve um clamor, que era buscar a responsabilidade por ação, ‘quem foi que causou isso?’ e quem causou ficou determinado tecnicamente que foi a empresa Braskem”, iniciou o presidente em exercício do Senado. “Acabo de sair de uma reunião com o diretor geral da Agência Nacional de Mineração, em que ele confirmou tudo o que eu já sabia: durante todo esse período houve uma licença ambiental sendo renovada constantemente pelo Estado de Alagoas, à época o governador era Renan Filho, que hoje é senador, ministro dos Transportes e filho do Renan Calheiros, que é o propositor desta ação. Então, a CPI surge também com três vícios que são intransponíveis. O outro problema é que o senador Renan Calheiros também foi presidente da Sal-gema. E o que é a Sal-gema? É a Braskem hoje”, finalizou o parlamentar do Podemos. 

Em relação ao turismo na cidade, Sabino informou que não há empecilhos para quem deseja visitar a capital alagoana. “Não há nenhum aparelho turístico na cidade provocado pelo afundamento. Estamos aqui para passar mensagem aos turistas que podem ir à cidade com toda segurança”, disse o ministro.  O prefeito de Maceió, por sua vez, voltou a afirmar que a cidade de Maceió enfrenta uma “tragédia social”. “Além de uma tragédia ambiental, de uma tragédia material, nós temos uma tragédia social. Então, os danos sociais a quem a gente deve muita atenção nesse momento, é justamente nessa visão maior, entender o fenômeno que está acontecendo nesta cidade, já que quase 10% de sua população foi realocada, e agora, com essa nova dinâmica social, nós precisamos repensar a nossa cidade”, disse JHC. 





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