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    Willian Bigode tenta desbloquear salário, mas leva bronca de juiz

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    Em nova movimentação no caso do golpe das criptomoedas, o atacante Willian “Bigode”, atualmente emprestado pelo Fluminense ao Athletico-PR, não conseguiu desbloquear 30% de seu salário na Justiça.

    Como mostrou a ESPN, Willian teve 30% de seus vencimentos penhorados em 6 de setembro deste ano após pedido do lateral-direito Mayke, seu ex-colega de Palmeiras.

    A requisição foi feita para ajudar a ressarcir o prejuízo de R$ 4.583.789,31 que o ala teve ao aplicar seu dinheiro com a operadora de criptomoedas Xland, em investimento feito sob recomendação da WLJC Consultoria e Gestão Empresarial, empresa de aconselhamento financeiro de “Bigode”, sua esposa e mais uma sócia.

    Em 8 de novembro, a defesa do atacante fez pedido de desbloqueio à 14ª Vara Cível do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), alegando novamente que as pedras preciosas da Xland, atualmente em posse da Polícia Federal após busca e apreensão realizada em 26 de julho, teriam o valor de US$ 500 milhões (R$ 2,451 bilhões) e cobririam com sobras o prejuízo de Mayke.

    O advogado de Willian exige que seja feito o arresto das gemas e, em seguida, um perito confeccione um laudo mercadológico para determinar o valor. Se o montante for superior ao da causa, o pedido é para que o salário do jogador seja desbloqueado.

    O juiz Christopher Alexander Roisin, porém, não aceitou a tese e voltou a afirmar que as alexandritas não possuem o valor anunciado pela Xland – a operadora de criptomoedas pagou apenas R$ 6 mil pelas gemas, como mostrou a ESPN.

    “O réu pressupõe que as pedras são valiosas, e há fundados indícios de que não são”, escreveu o magistrado, em trecho de sua decisão.

    Roisin ainda alertou que o único que pode indicar outro bem para arresto é Mayke, e não Willian.

    “O réu não tem legitimidade indicar bem de outroréu ao arresto, pois esse pedido somente pode ser formulado pelo exequente. Se o exequente quiser buscar ativos financeiros de outros sujeitos passivos, o Juízo deliberará a respeito; mas o peticionante nada pode pedir nesse sentido”, ressaltou.

    Por fim, o juiz ainda deu uma bronca na defesa de “Bigode”, alertando que a Justiça poderá inclusive aplicar uma multa por litigância de má-fé caso os advogados sigam insistindo na tese de que as alexandritas da Xland valem mais de R$ 2 bilhões.

    “Advirto os réus que a reiteração de argumentos já apreciados e rejeitados nesta instância será interpretada como resistência injustificada ao andamentodo processo, e implicará a aplicação das penas da litigância de má-fé”, finalizou.

    A multa por litigância de má-fé pode chegar a 10% do valor da causa, que, originalmente, era de R$ 7.834.232,61.

    Como mostrou a reportagem recentemente, o valor pedido por Mayke subiu para R$ 8.514.365,64, mas o valor da causa, em regra, não acompanha o valor da dívida corrigida.



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