Um senador francês foi colocado sob custódia policial nesta quinta-feira (16), em Paris, suspeito de ter drogado um membro do Parlamento para cometer agressões sexuais.
As informações sobre a detenção do senador Joël Guerriau foram confirmadas pelo Ministério Público de Paris à CNN Brasil.
“Confirmo que este senador foi colocado sob custódia policial, na quarta-feira à noite, na sequência de uma denúncia, por administrar a uma pessoa, sem seu conhecimento, uma substância suscetível a alterar o seu discernimento ou controle das suas ações, para cometer uma violação ou agressão sexual”, diz o Ministério Público, em resposta enviada por e-mail.
O órgão prossegue dizendo que o senador “é acusado de ter feito uma convidada ingerir ecstasy sem seu conhecimento”, confirmando que se trata de uma mulher. E acrescenta que “a busca feita em seu domicílio confirma a presença de ecstasy”.
O MP afirmou que a pena para esse tipo de infração é de cinco anos e a multa de 75 mil euros e informou que o senador ainda era mantido sob custódia policial na manhã desta sexta-feira (17).
Duas fontes próximas do caso confirmaram à Agência France-Presse (AFP) que a mulher seria uma deputada ao parlamento, mas o Ministério Público não quis comentar a informação.
O caso é investigado pela 3ª Delegacia de Polícia Judiciária e a natureza do inquérito instaurado dispensa a necessidade de suspender a imunidade parlamentar do senador.
O senador de 66 anos é do partido de centro-direita Les Indépendants, do ex-primeiro-ministro Edouard Philippe, que faz parte da maioria presidencial.
Ele atua como secretário do Senado e vice-presidente da Comissão dos Negócios Estrangeiros, da Defesa e das Forças Armadas. Foi eleito senador em 2011, pela região de Loire-Atlantique, no oeste da França e, antes de se eleger, atuava como banqueiro.
Na manhã de sexta-feira, o ministro da Transição Ecológica e secretário-geral do Les Indèpendants, Christophe Béchu, disse em entrevista à France Inter que recebeu a notícia “com surpresa e consternação”.
“Se for verdade, é terrível. Amanhã de manhã, às 9 horas, nos reuniremos em um gabinete político”, durante o qual a situação será “obviamente será discutida”, afirmou Béchu. O secretário-geral disse ainda que “obviamente o senador não pode permanecer no partido” se os fatos apresentados forem confirmados.
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