19.5 C
Brasília
terça-feira, maio 26, 2026

Autoridades palestinas acusam Israel de atacar maior hospital de Gaza; governo Netanyahu nega


Autoridades palestinas acusam forças israelenses de atacarem neste sábado (11) o hospital Al Shifa, o maior da cidade de Gaza, em cerco que teria deixado um bebê morto e dezenas de outros pacientes em risco devido.

Em mensagem em vídeo em árabe, o coronel Moshe Tetro, da COGAT, uma agência do Ministério da Defesa de Israel que faz a ligação com os palestinos em assuntos civis, negou disparos contra o hospital, mas confirmou que há confrontos com militantes do Hamas em seu entorno. Ele acrescentou que o lado leste do hospital estaria aberto para quem quisesse sair com segurança.

Israel afirmou que havia matado um militante do Hamas que impediu a desocupação de outro hospital. E alertou que médicos, pacientes e milhares de desalojados que se refugiaram em hospitais no norte de Gaza devem sair para que possa enfrentar os atiradores do Hamas que, segundo o país, colocaram centros de comando sob e ao redor deles.

O Hamas nega que esteja usando hospitais dessa forma. A equipe médica diz que os pacientes podem morrer se forem transferidos e as autoridades palestinas afirmam que o fogo das armas israelenses torna perigosa a saída de outras pessoas.

“É totalmente uma zona de guerra, é uma atmosfera totalmente assustadora aqui no hospital”, disse à Reuters Ahmed al-Mokhallalati, cirurgião plástico do hospital Al Shifa.

“É um bombardeio contínuo há mais de 24 horas, nada parou, você sabe, vem dos tanques, da rua, do ataque aéreo”.

Ashraf Al-Qidra, que representa o Ministério da Saúde na Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas, disse que os atiradores de elite do Exército israelense que ocupam os telhados dos prédios próximos ao hospital disparam contra o complexo médico de tempos em tempos, limitando a capacidade de movimentação dos médicos e das pessoas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Estamos sitiados dentro do Complexo Médico Al Shifa, e a ocupação (israelense) tem como alvo a maioria dos prédios lá dentro”, disse ele.

Masterclass com Su Choung Wei

Lucrando com o Medo

Estratégia é capaz de gerar de 2% a 6% de rentabilidade mensal em dólar com uma operação por mês

O hospital suspendeu as operações depois que o combustível acabou, disse Qidra, acrescentando: “Como resultado, um bebê recém-nascido morreu dentro da incubadora, onde há 45 bebês”.

Confrontos a noite toda

Moradores disseram que as tropas israelenses, que iniciaram uma guerra para eliminar o Hamas depois que este organizou um sangrento ataque na fronteira em 7 de outubro, entraram em confronto com homens armados do Hamas durante toda a noite na Cidade de Gaza e nos arredores, onde o hospital está localizado.

“Os hospitais precisam ser esvaziados para que possamos lidar com o Hamas. Pretendemos lidar com o Hamas, que transformou os hospitais em posições fortificadas”, disseram os militares israelenses quando perguntados se planejavam entrar nos hospitais de Gaza em algum momento.

O Hamas nega ter usado o hospital para fins militares e pediu às Nações Unidas e ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha que enviem missões ao Shifa para investigar as alegações israelenses.

Israel disse anteriormente que havia matado o que chamou de “terrorista” do Hamas, que teria bloqueado a desocupação de outro hospital no norte, que, segundo autoridades palestinas, está fora de serviço e cercado por tanques.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“(Ahmed) Siam manteve reféns cerca de 1.000 moradores de Gaza no Hospital Rantissi e os impediu de ir para o sul para sua segurança”, disse um comunicado militar israelense.

Segundo o comunicado, Siam foi morto junto com outros militantes enquanto se escondia na escola “al Buraq”. Autoridades palestinas disseram à Reuters na sexta-feira que pelo menos 25 palestinos foram mortos em um ataque israelense à escola, que estava lotada.

As Brigadas Izz el-Deen al-Qassam, braço armado do grupo palestino Hamas, disseram neste sábado que destruíram total ou parcialmente mais de 160 alvos militares israelenses em Gaza nas últimas 48 horas, incluindo mais de 25 veículos.

(Com Reuters)

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE



Source link

- Advertisement -spot_img
- Advertisement -spot_img
- Advertisement -spot_img

NOTÍCIAS