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    Se não houvesse decisão judicial, fiação poderia ser enterrada, diz prefeito de SP


    O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou, na última segunda-feira (6), que, se não houvesse uma decisão judicial, a fiação na cidade poderia ser enterrada.

    “As concessionárias conseguiram, na Justiça, derrubar a obrigatoriedade de enterrar a fiação. Se não houvesse essa decisão judicial, já estaríamos fazendo esse trabalho de aterramento”, disse Nunes.

    “Uma das nossas ideias é usar recursos da Cosip (Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública), cobrada na conta de luz do consumidor, para acelerar o aterramento dos fios nas áreas prioritárias”, prossegue.

    Segundo o prefeito, seriam necessários R$ 20 bilhões para enterrar toda a rede elétrica da capital paulista. Ele ainda explica que cerca de 60 quilômetros de fios já passaram pelo processo.

    “Vamos retirar cerca de 300 postes da região central. O trabalho da prefeitura para melhorar atendimento da população continua”, cita.

    A CNN entrou em contato com a Enel e aguarda um posicionamento da empresa.

    Afetados pela falta de energia

    Durante uma coletiva ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na segunda-feira, Nunes disse que 185 mil imóveis seguem sem energia. No estado são 300 mil.

    Após uma reunião para discutir medidas diante da crise, Tarcísio disse ainda que o prazo estabelecido pela Enel de retomar o fornecimento nesta terça (7) deverá ser cumprido.

    Segundo ele, a prioridade é o “restabelecimento da energia para as pessoas”.

    Apagão em SP

    A falta de energia que afeta São Paulo teve um pico no final de semana, quando 3,7 milhões de pessoas chegaram a ficar sem luz no estado, segundo a Aneel.

    Enel foi notificada na segunda-feira (6) pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). A companhia alega que essa foi a primeira vez que teve de lidar com um “acontecimento climático desse tamanho”.

    À CNN, Tarcísio disse que a interrupção causou também falta de água.

    Moradores do estado relataram à CNN diversos episódios, da perda de alimentos às dificuldades para trabalhar, desde o temporal.

    A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) apontou que 49% desses estabelecimentos tiveram prejuízos de leve a moderados pela situação.

    Veja também: Enel é obrigada a ressarcir o consumidor, diz à CNN secretário nacional do consumidor





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