Entre críticas e elogios, Fernando Diniz buscará, neste sábado (4), às 17h (de Brasília), o título da CONMEBOL Libertadores com o Fluminense na final contra o Boca Juniors, partida que terá transmissão ao vivo pela ESPN no Star+.
Ao longo da campanha, o treinador fez mexidas na equipe tricolor que conseguiram ajudar o time a chegar na grande decisão. Até por isso, depois da classificação sobre o Internacional, Marcelo deu todos os créditos ao comandante.
“A gente tinha passado por outros jogos assim, só que não eram semifinal. A gente já sabia mais ou menos como funcionava, tivemos que ter equilíbrio, paciência, inteligência para jogar. Tudo isso que botamos em prática a gente treinou. É toda a culpa do Diniz, toda a culpa dele”, afirmou.
Mas qual o papel do treinador no sucesso tricolor? O ESPN.com.br separou as cinco principais mudanças de Diniz ao longo da campanha que explicam como o time conseguiu chegar na grande final no Maracanã.
A chegada de Marcelo
Um dos jogadores que mais elogiou Diniz, Marcelo foi anunciado no final de fevereiro, mas sua estreia oficial ocorreu semanas depois, na abertura da Libertadores, em Lima, contra o Sporting Cristal.
Lateral-esquerdo de origem, o camisa 12 encerrou uma sequência de atletas improvisados por Diniz na posição. E sua chegada não poderia ser melhor. Em noite mágica em Lima, o veterano foi um dos grandes nomes da virada que garantiu a primeira vitória na campanha.
Sua primeira atuação também deu o tom do que seria (e é) seu retorno ao Flu. Apesar de lateral, Marcelo atua com muita liberdade e alguns de seus melhores momentos são como um meia pela direita. Foi assim que ele, por exemplo, iniciou a jogada do segundo gol de Germán Cano contra o Sporting Cristal no Peru.
Alexsander de volta ao meio
Depois de se tornar uma solução na lateral-esquerda nos últimos jogos de 2022, o moleque de Xerém começou o novo ano como o titular na posição. Mas, com a estreia de Marcelo, o “levado” voltou a atuar como segundo volante. E daí veio seu brilho.
Seu retorno ao meio deu mais fluidez ao setor. Com características mais ofensivas de Martinelli, Alexsander conseguia entregar mais também ofensivamente. Foi assim, chegando próximo da área, que ajudou a construir o terceiro gol na goleada sobre o River Plate.
Sua função defensiva também se tornou de suma importância. Por ter atuado na lateral-esquerda, ele ainda se tornou a cobertura para os avanços de Marcelo na linha de quatro defensores. Não a toa, o período em que o camisa 5 esteve lesionado foi quando o Tricolor mais sofreu.
A solução chamada Diogo Barbosa
Muito contestado pela torcida quando sua contratação foi anunciada, o lateral-esquerdo foi imprescindível para um momento difícil que o time passou no mata-mata: a expulsão de Marcelo na partida de ida contra o Argentinos Juniors.
Ainda na Argentina, Diogo, que possui características diferentes do titular, tendo mais velocidade e indo mais até a linha de fundo, sofreu a falta que gerou a expulsão do goleiro naquela partida.
Com a suspensão de Marcelo nas oitavas e nas quartas, o camisa 40 deu conta do serviço e acabou caindo nas graças da torcida, ajudando muito com seu fôlego para defender e avançar no ataque. Um dos principais nomes contra o Olimpia.
A mudança para o sistema 4-2-4
”Coragem para jogar” é um dos lemas de Diniz para seus jogadores. O técnico, porém, também mostrou coragem quando muitos seriam conservadores, escalando um time em um esquema com quatro atacantes nas quartas de final da Libertadores.
Na partida de ida, contra um Olimpia fechado desde o primeiro minuto, a ideia não parecia tão diferente – e logo deu certo. O time conseguiu o 2 a 0 e poderia ter marcado ainda mais gols. Para a volta, no Paraguai, porém, todos apostavam na volta do esquema 4-3-3.
Todos, menos Diniz. O treinador manteve o sistema com quatro atacantes, mas atuando de forma diferente, sendo menos incisivo no ataque e com John Kennedy sendo engrenagem importantíssima na construção de contra-ataques. O camisa 9, que entrou como titular no novo esquema, foi o responsável pelos ataques que geraram a vitória da equipe em Assunção.
As entradas de John Kennedy e Yony contra o Int
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Na semifinal, Diniz novamente apostou no 4-2-4 na ida, mas voltou ao 4-3-3 para a partida em Porto Alegre, ainda que somente no primeiro tempo. Com a desvantagem no placar, o técnico logo sacou Felipe Melo e colocou JK no ataque.
Com poucos minutos, o Fluminense passou a controlar mais a posse de bola, tendo em John Kennedy mais perigo. No final das contas, saiu dos pés do camisa 9 o gol de empate no Beira-Rio.
Outra mudança chave foi a entrada de Yony González. O colombiano já vinha conversando com Diniz desde o primeiro tempo, com o técnico já planejando sua entrada na etapa final. Mas não como atacante, e sim como uma espécie de ala pela direita. Resultado: a assistência para o gol da virada e classificação. Mais uma vez, o dedo do treinador se provou correto. Resta esperar para ver o que ele terá guardado para a final no Maracanã.



